quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Leilão

   LEILÃO

                 A Sul Remates Casarão e SR Casarão Materiais de Construção, somando-se ao esforço de nossa comunidade para a salvação do telhado da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, realizam no dia no dia 22/12/2011 um leilão de eqüinos e demais utensílios, sendo parte desse leilão em benefício desta ação de salvamento.

Agradecimento pela realização de promoções

 

APOSTOLADOconfraria

               A comissão responsável pelo salvamento do forro e telhado da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, agradece a Coordenação Paroquial da Paróquia Divino Espírito Santo, o Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus e a Confraria Nossa Senhora do Carmo,  pela realização de promoções em benefício dessa obra de salvamento, cujos resultados já foram lançados no livro ouro.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Primeira ação concreta

Nosso primeiro esforço, como paróquia, é o de realizar uma campanha para arrecadar o valor necessário para o escoramento (salvamento) do forro e telhado da matriz e para a elaboração do projeto a ser apresentado ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para nos possibilitar o acesso à Lei Rouanet, que nos permitiria buscar o valor necessário ao restauro de nossa igreja matriz.

Autor padre Hamilton Centeno


Percepção de uma paroquiana

                       A IGREJA MATRIZ DO DIVINO ESPÍRITO SANTO PEDE SOCORRO


               Iniciam em nossa cidade diversos movimentos para conscientizar a população jaguarense sobre a necessidade de colaborarmos para a restauração de nossa velha Matriz. Sabe-se que, após 200 anos de existência, as ações do tempo e dos cupins causaram danos enormes no telhado e no bonito forro da igreja, a ponto de haver o risco iminente de desabamento, o que poderá causar uma catástrofe, com graves ferimentos nas pessoas que costumam freqüentar a igreja. Esse o motivo por que, hoje, o templo encontra-se com as portas cerradas, ostentando uma faixa em sua fachada com os dizeres: “A MATRIZ PEDE SOCORRO”. Chocante, é verdade, tanto para os transeuntes como para os turistas que visitam a nossa cidade. Porém, tais palavras exprimem a mais pura realidade.

               Precisamos ter a consciência de que  prédio da Matriz não pertence a nenhum órgão público ou privado. ELE É DA COMUNIDADE COMO UM TODO! Independente do credo religioso de cada um de nós, a MATRIZ É DE TODOS SEM DISTINÇÃO, por fazer parte do PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE JAGUARÃO.

               Quem de nós não tem alguma ligação afetivo-religiosa com a Matriz?! Ali os tornamos cristãos através do Batismo, fizemos a 1ª Comunhão, ou foi realizada a cerimônia religiosa do casamento. A HISTÓRIA DA MATRIZ FAZ PARTE DA NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA! Por isso, ao sermos procurados para dar a nossa colaboração, devemos acolher as pessoas que, voluntariamente, e sem visar qualquer interesse pecuniário para si, certamente baterão à nossa porta pedindo ajuda.

               As estimativas de que será necessária uma quantia de grande monta para o restauro da igreja não devem nos desanimar. Pelo contrário, devemos, sim, colaborar generosamente e de todos os modos ao nosso alcance, para atingir o objetivo de ver a nossa bela Matriz em condições de acolher novamente os seus freqüentadores. Qualquer importância que possamos doar será bem-vinda: QUEM PODE DOAR MAIS, DOE MAIS; OS MENOS AFORTUNADOS DOEM AQUILO QUE LHES FOR POSSÍVEL.

               No futuro poderemos dizer, orgulhosamente: EU AJUDEI A RESTAURAR A MATRIZ DO DIVINO ESPÍRITO SANTO. A comunidade Jaguarense agradece!

Autora Maria Lygia Hamilton de Moura Gonçalves – colaboradora.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Comemorações dos “200 anos da Criação da Freguesia do Espírito Santo do Serrito de Jaguarão”


No dia 26 de outubro de 2011 houve uma celebração, diante da matriz, alusiva a abertura oficial das comemorações dos “200 anos da Criação da Freguesia do Espírito Santo do Serrito de Jaguarão” que constou de proclamação da Palavra de Deus e meditação sobre a mesma, sessão especial da Câmara Municipal   e lançamento  da obra “Matriz do Divino Espírito Santo da cidade de Jaguarão”, pelo escritor Eduardo Alvares de Souza Soares.
Capa do livro

Por ocasião desta celebração o prefeito municipal, Sr. Cláudio Martins, convidado a se manifestar disse, entre outras coisas, que muitas são as necessidades a serem atendidas pelo governo municipal, entre elas o cuidado com o patrimônio histórico e artístico da cidade do qual faz parte a matriz de nossa paróquia. Afirmou ainda que outros prédios têm suas coberturas ameaçadas de ruir, citando entre eles dois dos clubes de Jaguarão.

Na noite  de 26 de outubro  de 2011, após abertura  da comemoração do bicentenário, ruiu parte do teto do Clube Jaguarense, situado em frente ao largo das bandeiras, na esquina em diagonal com nossa matriz. No dia 02 de novembro deste ano veio abaixo o seu telhado, provocando enormes rachaduras em sua fachada. Este é o mesmo perigo que corre nossa igreja matriz.



Fonte: Padre Hamilton Silva Centeno – Pároco da Paróquia Divino Espírito Santo.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tombamento


Nossa igreja matriz foi tombada pelo governo  como pertencente ao patrimônio histórico e artístico nacional. Assim, toda ação de salvamento e restauro de nossa igreja matriz deve ser submetido a avaliação e autorização do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  - www. ipha.gov.br).







Comunicação do fechamento da Matriz

No dia nove de outubro de 2011, durante a Missa das 19 horas na Matriz Divino Espírito Santo, a Coordenação Paroquial da mesma comunicou o fechamento da igreja, pois segundo o laudo de três empresas diferentes a possibilidade de ruir seu teto e telhado é real e iminente. (mais detalhes na ata de abertura do livro-ouro da campanha de salvamento do telhado da matriz)









A partir desta data as missas e demais ações litúrgicas da comunidade Divino Espírito Santo passaram a ser realizadas na capela da Santa Casa, atendida pela Paróquia Divino Espírito Santo e localizada a cinco quadras da igreja matriz.





quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Síntese histórica



PARÓQUIA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

IGREJA MATRIZ

SÍNTESE HISTÓRICA

As guerras de ocupação na América Latina, pelos impérios Português e Espanhol levaram, a vários tratados, concebidos na maior parte das vezes em suas cortes na Europa, e que faziam com que, as fronteiras se movessem ao sabor e a sorte, de suas tropas bélicas, e as mesmas mais que nos tratados, estivessem fixadas, ou  desenhadas pelos cascos da cavalaria ou, pelos fogões dos acampamentos. Assim, como em outros embates que houve e que adviriam, em 1801, após um enfrentamento e ocupação rápida de Serro Largo, hoje Melo, território espanhol, as tropas do Coronel Manuel Marques de Souza recuam para as margens do Rio Jaguarão e instalam a Guarda da Lagoa e do Serrito em 1802.
Restabeleceu-se a paz e manteve-se nesta fronteira um tratamento respeitoso. Quando Marques de Souza retira-se para Rio Grande em maio de 1802, deixa recomendações para que se conservem os laços de boa vizinhança com os espanhóis.
Em correspondência para o comandante da fronteira sediado em Rio Grande, datada de 24 de outubro de 1802, comunica que já se rezava missa no acampamento militar nessa ocasião. Sendo sinal do local que viria a ser a paróquia do Divino Espírito Santo, já que nesta data já ministrava-se os sagrados sacramentos na capela muito rudimentar.
Atendendo aos anseios da população, que havia tempos gestionava, e por intervenção de Dom José Caetano da Silva Coitinho, em 31 de janeiro de 1812 é criada a Freguesia do Divino Espírito Santo no Jaguarão cujo primeiro pároco foi Pe. Joaquim Cardoso Brum.
Mesmo com um bom número de sacerdotes na região a freguesia não prosperou, de forma que em 1815 a igreja matriz ainda era considerada uma “miserável barraca de palha”. E passado 18 anos nada mudara.
A construção da atual Igreja Matriz do Divino Espírito Santo prolongou-se por décadas (1846 – 1875), principalmente pela ênfase militar do povoado, falta de recursos e controvérsias quanto à localização da mesma. Ao definir-se pelo lugar já estabelecido, a quadra reservada para a igreja foi logo ocupada por moradores que ali edificaram.
Ao entender que a prática religiosa era um esteio fundamental para a segurança pública, era inadmissível a não existência de um templo digno para a celebração dos sacramentos. A partir desta conscientização é que o Governo Provincial direcionou seus investimentos para as áreas religiosas nas cidades da província e, no qual, a Matriz do Divino Espírito Santo de Jaguarão começou a encontrar caminhos para a sua conclusão.
Passaram-se os anos e o templo vai tomando forma nos seus detalhes com muita riqueza artística, no melhor estilo barroco.
O município de Jaguarão tem como padroeiro, o Divino Espírito Santo, em homenagem, ao qual, foi erguida a Igreja Matriz da referida Paróquia.
O mesmo tem um expressivo conjunto histórico e paisagístico, formado por suas origens militares, clássico das povoações da fronteira, com sua sólida formação religiosa e a rica arquitetura de suas casas, tão apreciadas pelos visitantes, principalmente os estudiosos.
Do conjunto desta obra, destaca-se o prédio da referida Igreja Matriz. É um dos raros templos do século XIX, na região sul do estado, a conservar integralmente as linhas gerais de seu aspecto original, tanto interno quanto externo, o que lhe confere especial  importância histórica, arquitetônica e artística.
Em 28 de dezembro de 2010, foi feito o lançamento do Museu Sacro do Divino Espírito Santo, com vistas a obter visibilidade, recuperação e preservação do conjunto patrimonial.
Na oportunidade, além da apresentação de um histórico pormenorizado sobre a Paróquia, foi realizado um inventário e relatório descritivo, acerca do estado de conservação do acervo sacro da Matriz.
Assim, mesmo em condições precárias, passou a Paróquia a expor o seu acervo, com o esforço da Comunidade.
Quando do lançamento do Museu, foi apresentado também um projeto arquitetônico, de ampliação e instalação definitiva do mesmo.
Ao lidar com este patrimônio, nos deparamos com aspectos de conservação do mesmo, que sabíamos sério, mas não tão grave como é na realidade.
Temos problemas, no acervo sacro, de conservação e recuperação, de intervenções indevidas feitas através dos tempos. Sofremos com um problema sério de estrutura do templo, mais especificamente a cobertura, mostrando goteiras, madeiramento comprometido pela ação da umidade, pragas e pelo tempo enfim, sem uma assistência especializada, levando ao momento que hoje vivemos de ter de suspender as atividades religiosas no local.

 Fonte: Resgate Histórico realizado por Claudino Neves Corrêa, para o Centenário da Diocese de Pelotas.